quarta-feira, 29 de julho de 2015

Os Dois Índios Tupinambás - Carta de um Viajante do Brasil Colonial


Caro Miguel
Já fazem alguns dias que estou neste lugar, e pouco sei dessas terras, mando esta carta a ti, para lhe informar sobre minha vida árdua nas terras do Novo Mundo. Vivi coisas inimagináveis e ando aprendendo muito com os aborígines que aqui vive. No entanto, venho lhe contar algo que acontecestes comigo a cerca de um mês. Fato este que me consome a cada dia, e a falta de um padre para me confessar esta me deixando louco. Confesso este fato a ti, em esperança que ore por minha alma e se por acaso eu não voltar para Portugal, que vos possa pedir minha remissão dos pecados.
O fato aconteceu no dia 02 de janeiro de 1576, logo após a festa de fim de ano nestas terras além mar, eu ainda estava levemente embriagado e fui me lavar no pequeno rio que ficava perto do acampamento onde ficávamos, era cedo do dia, e fui para lá sozinho, não me importando com os alertas de que naquele lugar existia alguns índios perigosos. Tirei minhas roupas, ficando totalmente nu, mostrando minhas vergonhas, só Deus sabe como essas terras são quentes. Lavando-me nas águas geladas do rio, a embriagues aos poucos passava, no entanto, um barulho vindo das matas me chamou atenção, peguei um punhal que sempre carregava comigo, e fui olhar o que era. Não precisei andar muito para encontrar a origem do barulho. A minha frente, logo após uma clareira de arbustos, estavam dois índios, homens, praticando o abominável pecado da sodomia; eu sabia que isso era normal nestas terras, um velho chamado Antonio, já havia me alertado que os Tupinambás praticavam tais atos. Fiquei estático com a cena, esfreguei os olhos pensando que eu estava a ver errado, mas não, eram sim dois homens. Um era um índio com penas vermelhas amarradas nos braços, era alto e esguio, possuía as cochas fartas, e por todo seu corpo haviam pinturas, o outro, estava com penas azuis amarradas nos braços, tinha um corpo menor que o outro, no entanto, seus braços e suas pernas tinha músculos bem formados. Ambos aparentavam não ter mais que 20 anos. Eles mordiam seus corpos, sorriam e se divertiam com o pecado, as caricias lembravam de um homem e uma mulher, pois eles estavam deitados no chão, massageando seus membros, que já estavam rígidos. O índio de pena vermelha, notando que o outro gemia como um cachorro no ciu, decidiu o atiçar ainda mais, colocou a boca no membro totalmente rígido do outro e começou a chupá-lo como bezerro mamando numa vaca, por vezes, ansiava por vomito, já que o membro do jovem era inevitavelmente grande para sua boca e ainda o outro apertava sua cabeça para este engolir todo seu pênis, o que era quase impossível pelo tamanho do membro do jovem. O outro decidiu retribuir e começou a fazer o mesmo, o índio de pena vermelha enchia o local com seus gemidos altos. Depois de vários minutos praticando isto, o índio de pena vermelha deitou-se de bruco, e empinou as nádegas para o outro, este a mordia e lambia as nádegas do outro e falava algo que não entendia o que era, provavelmente na língua nativa; usando suas mãos, ele abriu as nádegas e cuspiu entre elas, passando por fim a mão, não consegui enxerga muito bem isto, mas a razão veio logo em seguida, pois o índio de pena azul debruçou seu corpo por cima do outro e introduziu seu membro por entre as nádegas do outro, num coito. A dor se fazia presente no rosto do jovem índio que logo começou a levar as violentas investidas do que estava em cima dele. O ato, lembrava o de animais, como touro e vaca, cavalo e égua, ainda mais quando o de baixo, se posicionou como tal, ficando de quatro, como um desses animais. 
O índio de pena azul segurava a anca do outro com força enquanto dava as investidas por trás dele, ele investia no outro, mais forte que um homem investe em uma mulher, sendo que o pobre índio provavelmente gostava, pois demonstrava não sentir mais dor, pois ele sorria e gemia alto. As investidas se intensificaram cada minuto mais, o índio de pena azul não demonstrava cansar-se, mesmo que estava a se movimentar a vários minutos sem descanso, nem tão pouco o índio por baixo demonstrava cansar-se. Apesar de os dois estarem suados, embaixo de um sol que já estava bem quente, nada tirava a concentração deles do ato promiscuo que estavam fazendo, sendo que após vários minutos, o de pena azul começou a gemer mais alto que nunca, como um touro ele urrava por trás deste, e o apertava contra seu corpo, fazendo as investidas mais forte. Notei que ele deveria ter ejaculado pois ele saiu por trás do outro já com seu membro menos duro. 
Os dois ficaram deitados um do lado do outro, ofegantes, no entanto, o índio de pena vermelha, levantou-se, ficou em pé por cima do outro índio e começou a copular com o próprio punho, tão rápido e tão forte que não demorou muito para ejacular varias vezes, jogando seu sêmen por todo o peito liso do índio que estava deitado a baixo dele. Este não demonstrou nenhum nojo, pelo contrario, terminou de espalhar por sobre o peito, e no final, para meu espanto, ele lambeu os dedos, sorrindo. O outro por fim, deitou novamente do lado do outro e dormiram. Sai do local sem fazer barulho e corri atordoado de volta para o acampamento.
Caro amigo, estas cenas que acabo de relatar a ti não saem de minha mente, parece que o próprio diabo as sussurra em meus ouvidos. Já me entreguei diversas vezes ao pecado da masturbação lembrando disto, ao menos tenho paz no banho, onde todas as vezes me pego masturbando-me ou enfiando meus próprios dedos atrás de mim. Não deito mais perto de outros homens e nem tão pouco tomo banho com estes, sempre evitando ver outros homens nus, isto porque, só de imagina-los nus, fico com o corpo quente e meu membro fica rígido como pedra. Estou quase ficando louco Miguel! Ate mesmo me insinuar como uma prostituta a um dos marinheiros eu cheguei ao ponto, mas cai em mim a tempo e desfiz este engano, apesar que o marinheiro insistiu em ir para cama comigo.
Peço novamente que ore por mim e não conte o relato desta carta a ninguém, se possível, a destrua depois de ler, você sempre foi meu amigo de confidencias e espero que isto fique somente entre nos e Deus.

De seu amigo
Tomé Manuel de Araújo

Observação: Tais nomes são fictícios, bem como o próprio conto, no entanto, existem obras que expressam as relações homossexuais dos referidos índios na época do Brasil Colônia.

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